A Equatorial Goiás ficou na penúltima colocação no ranking de desempenho das distribuidoras de energia elétrica de grande porte do Brasil, divulgado na quarta-feira, 2 de abril, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Embora ainda ocupe uma das últimas posições, a empresa apresentou evolução: em 2023, havia sido a última do levantamento.
O índice avaliado pela Aneel é o Desempenho Global de Continuidade (DGC), que considera a duração e a frequência das interrupções no fornecimento de energia. Quanto maior o índice, pior o desempenho.
Em 2024, a empresa registrou 1,19 — número inferior aos 1,66 do ano anterior, mas ainda acima do limite regulatório. O consumidor goiano ficou, em média, 15,91 horas sem energia, ultrapassando o permitido (1,43). Já a frequência das quedas (7,61) ficou abaixo do limite de 7,73.
A distribuidora de energia superou apenas a CEEE, do Rio Grande do Sul, também controlada pelo Grupo Equatorial. O topo do ranking ficou com a CPFL Santa Cruz (SP), seguida pelas distribuidoras da Energisa na Paraíba e em Rondônia.
Em nota, a Equatorial Goiás afirmou que o resultado “reflete o desafio de atuar em uma área com particularidades e dificuldades próprias”, mas destacou que houve “redução histórica nas interrupções” e que mais de R$ 4 bilhões foram investidos em dois anos.
Além disso, a empresa alegou que o Desempenho Global de Continuidade (DGC) compara o desempenho real com as metas estabelecidas especificamente para cada distribuidora, tornando um desafio maior para alcançá-las.
“Em fevereiro de 2025, a Equatorial Goiás alcançou a 80ª posição no ranking de empresas com maior número de reclamações, com apenas quatro registros, evidenciando a satisfação crescente dos consumidores”, finaliza a nota.