O resultado das eleições de domingo, 4 de outubro, deixou em Iporá uma reflexão sobre o apoio recebido pelo deputado estadual Karlos Cabral (PSB). Candidato à reeleição, ele destinou mais de R$ 4 milhões em emendas para obras e ações no município, mas obteve apenas 918 votos entre os cerca de 26 mil eleitores da cidade e não conquistou um novo mandato na Assembleia Legislativa.
A relação do parlamentar com a administração da prefeita Maísa Cunha foi intermediada pelo presidente da Câmara Municipal, Carlos Eduardo Mendes Alencar, o Dudu, ligado politicamente a Cabral. Os recursos destinados pelo deputado contribuíram com a gestão municipal e alimentaram a expectativa de uma votação expressiva em Iporá.
Esse apoio administrativo, entretanto, não se converteu em apoio eleitoral da prefeita. Maysa optou pela candidatura de Lincoln Tejota, do União Brasil, que também ficou sem mandato, apesar dos 39.105 votos recebidos em todo o estado.
O contraste entre a contribuição de Cabral ao município e o respaldo político recebido permite uma leitura crítica: faltou reconhecimento a um parlamentar que ajudou Iporá. Embora uma eleição dependa de diversos fatores, os 918 votos ficaram aquém da expectativa de quem havia destinado recursos importantes à cidade.
Nesse sentido, Karlos Cabral pode ser considerado um dos grandes injustiçados desta eleição em Iporá. Sua derrota expõe a distância entre beneficiar um município e receber o apoio de suas lideranças. Ao deixar de apoiar sua reeleição, a prefeita não ofereceu a contrapartida política que, diante da parceria estabelecida, era esperada.
INJUSTIÇADO, DERROTADO E SEM MANDATO UM BENFEITOR DE IPORÁ
INJUSTIÇADO, DERROTADO E SEM MANDATO UM BENFEITOR DE IPORÁ
10h atrás · 06 de outubro de 2026Por RedaçãoFonte: RADAR GOIANO