Antes de morrer, a mulher estava feliz em poder ganhar mais e ter melhor qualidade de vida. Segundo pessoas próximas, ela “fazia o possível e o impossível” para cuidar da filha.
Nessa quarta-feira (18/2), contudo, Gisele foi encontrada morta com um disparo na cabeça no imóvel onde vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. A arma pertence ao companheiro da vítima.
Em depoimento à Polícia Civil, a mãe de Gisele, Marinalva Vieira, disse que a filha vivia uma relação abusiva com Geraldo Neto. Na sexta-feira (13/2), a policial, inclusive, teria ligado para os pais chorando muito, falando que não estava mais aguentando a pressão e havia pedido para o pai buscá-la em casa.
Ainda de acordo com a mãe, Gisele era proibida de usar batom, perfume e andar de salto alto. A policial também já teria tentado se separar do tenente-coronel, atitude que gerou pânico no homem, que, segundo Marinalva, enviou para Gisele uma foto com uma arma apontada para a própria cabeça.
O pai tentou ir até o local para auxiliar a filha, mas ela teria mudado de ideia e afirmado que ainda estava conversando sobre o término. O sepultamento de Gisele aconteceu nesta sexta-feira (20/2) em Suzano, na Grande São Paulo.
Procurada pela reportagem, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso havia sido classificado como suicídio e, por isso, não divulgou informações. O marido foi ouvido e a polícia aguarda a chegada de exames e laudos periciais para determinar se houve um crime violento ou não.
